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Complexo de soja puxa em direções diferentes com óleo em queda e farelo em alta

Complexo de soja puxa em direções diferentes com óleo em queda e farelo em alta

CMB
Redacção CMB News
Editorial Desk

Complexo de soja misto: óleo na CBOT em queda, farelo em leve alta e grão amplamente estável, enquanto preços físicos em UA, EUA, IN e CN permanecem firmes em EUR.

O óleo de soja na CBOT cede ao longo da curva futura enquanto o farelo de soja avança e a soja em grão permanece amplamente estável, apontando para um balanço mais confortável em óleo versus uma demanda por ração ainda sólida. Os preços físicos da soja em importantes polos exportadores estão firmes em termos de EUR, mas o ímpeto de alta está diminuindo. O complexo de soja atualmente mostra uma inclinação levemente baixista no óleo, porém um tom resiliente no farelo e futuros de soja em grão estáveis a ligeiramente mais altos. Os contratos próximos de óleo de soja na CBOT caem cerca de 0,4–0,8% no dia, e a curva futura apresenta uma leve inclinação de baixa até 2029, sinalizando expectativas de esmagamento e oferta de óleos vegetais adequados. Em contraste, o farelo de soja na CBOT sobe cerca de 0,4% no strip 2026–27, sustentado por demanda de ração estável e pressão limitada de oferta imediata. A soja em grão na CBOT mostra leve alta nos vencimentos próximos, com carregamento (carry) até 2027–28 intacto. Preços físicos na Ucrânia, EUA, Índia e China convertidos em EUR indicam prêmios firmes, mas não explosivos, sobre Chicago, sugerindo um mercado equilibrado, porém sensível ao clima.

Prices

O óleo de soja julho de 2026 na CBOT é negociado em torno de 70,7 cêntimos de US$/lb, queda de 0,45 c/lb (-0,63%) no dia, com contratos sucessivos até dezembro de 2028 caindo gradualmente em direção a cerca de 59,5 c/lb. O farelo de soja julho de 2026 está próximo de 301,1 USD/ton curta, alta de 1,3 USD (+0,43%), com leve viés de alta ao longo da curva até 2028, em torno de 318–322 USD. A soja em grão julho de 2026 na CBOT está próxima de 1.117,25 cêntimos de US$/bu, alta de 0,13%, com a nova safra novembro de 2026 em cerca de 1.142,5 c/bu e leve carry até 2027–28.

As ofertas físicas refletem níveis de basis firmes. Preços indicativos em EUR (câmbio aproximado 1 USD ≈ 0,93 EUR) são:

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Tabela de dados de mercado
Schwarzer Pfeffer6.850 €/t+2,3 %
Koriander1.240 €/t−0,8 %
Kreuzkümmel2.100 €/t+1,5 %
Zimt (Cassia)8.900 €/t+0,4 %
Kurkuma3.200 €/t−1,2 %
Kardamom grün18.500 €/t+3,1 %
Ingwer (getr.)1.850 €/t+0,9 %
Chili (getr.)2.750 €/t−0,5 %
Schwarzer Pfeffer6.850 €/t+2,3 %
Koriander1.240 €/t−0,8 %
Kreuzkümmel2.100 €/t+1,5 %
Zimt (Cassia)8.900 €/t+0,4 %
Kurkuma3.200 €/t−1,2 %
Kardamom grün18.500 €/t+3,1 %
Ingwer (getr.)1.850 €/t+0,9 %
Chili (getr.)2.750 €/t−0,5 %
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Supply & Demand

A inclinação de baixa nos futuros de óleo de soja na CBOT de cerca de 70,7 c/lb (julho de 2026) para aproximadamente 59–60 c/lb (final de 2028–29) sinaliza expectativas de oferta ampla de óleos vegetais no médio prazo. Isso provavelmente reflete margens de esmagamento confortáveis e disponibilidade adequada de soja em grão, além da concorrência de outros óleos vegetais. As quedas modestas dia a dia nos contratos 2026–27 apontam para alívio na apertada de curto prazo e, possivelmente, melhoria em logística ou menor crescimento da demanda ligada a biocombustíveis.

Em contraste, a estrutura de fortalecimento do farelo de soja, com julho de 2026 a 301,1 USD/t e valores futuros superando 320 USD/t até 2028, indica demanda de ração sustentada e pouca expectativa de excedente de farelo. Isso apoia a continuidade de um esmagamento robusto de soja em grão mesmo com a queda dos preços do óleo. Do lado da semente, os futuros da CBOT mostram ganhos leves nos vencimentos próximos e um carry bem definido até 2027–28, consistente com expectativas de oferta equilibrada, mas não excessiva, e um mercado que ainda exige incentivos de estocagem.

A soja No.1 na DCE chinesa é negociada em torno de 4.650–4.830 CNY/t para julho de 2026–maio de 2027, com apenas variações marginais dia a dia, refletindo um balanço doméstico estável. Combinado com preços físicos FOB firmes na Índia e na China em EUR, isso reforça que os principais polos de demanda estão bem abastecidos, mas não em excesso. Os níveis de basis na Ucrânia e no Golfo dos EUA permanecem construtivos, sugerindo interesse constante de exportação, especialmente da Ásia e do Oriente Médio.

Fundamentals & Weather

O desempenho divergente de preços dentro do complexo da soja destaca a mudança na dinâmica de margens. A fraqueza do óleo de soja na CBOT reduz a participação do óleo nas margens de esmagamento, enquanto o farelo mais firme sustenta as margens do lado da ração. Essa combinação normalmente incentiva a continuidade do esmagamento, mantendo o fluxo de soja em grão ativo e limitando qualquer alta acentuada nos futuros de soja. O elevado interesse em aberto nos contratos centrais (por exemplo, soja novembro de 2026, vencimentos próximos em óleo e farelo) mostra que a atividade de hedge e a participação especulativa permanecem robustas nos níveis atuais de preços.

Com os preços futuros na DCE estáveis e cotações físicas firmes na Ucrânia e na Índia, a demanda de importação da China e do Sul da Ásia parece sólida, mas não acelerando. Qualquer mudança relevante na demanda global provavelmente virá de alterações no uso de ração, nas políticas de biodiesel ou nas condições macroeconômicas, em vez de escassez estrutural imediata. Por ora, a resiliência do farelo sugere que os produtores de proteína animal mantêm as formulações de ração, enquanto os preços do óleo apontam para uma perspectiva mais confortável para a oferta de biodiesel e de óleos comestíveis.

O clima nas principais regiões produtoras continuará sendo o principal risco de curto prazo, especialmente para a nova safra dos EUA e, mais adiante, da América do Sul. Um padrão benigno reforçaria a leve inclinação baixista no óleo e um teto para a alta da soja em grão, ao passo que condições adversas poderiam rapidamente apertar o balanço e voltar a inclinar para cima as curvas futuras.

Trading Outlook

  • Indústrias de esmagamento: A estrutura atual favorece manter ou aumentar ligeiramente os ritmos de esmagamento, já que a força do farelo compensa o óleo mais fraco. Considere proteger a produção de óleo mais à frente, onde a curva ainda precifica níveis relativamente mais altos para 2027–28 em comparação com as mínimas nos vencimentos próximos.
  • Compradores de ração: Com o farelo na CBOT em tendência levemente ascendente ao longo do strip, faça cobertura escalonada para Q4 2026–Q2 2027 nas quedas, em vez de perseguir ralis. Fixar parte das necessidades nos níveis atuais pode reduzir a exposição a uma eventual alta impulsionada pelo clima.
  • Importadores em EMEA/Ásia: Os prêmios físicos na Ucrânia, EUA e Índia permanecem firmes, mas não esticados. Aproveite a atual estabilidade da soja em grão na CBOT para assegurar embarques próximos, mantendo alguma flexibilidade para entregas em 2027 em caso de melhora nas perspectivas de safra.
  • Produtores: Para produtores da América do Norte e do Mar Negro, o carry existente na soja em grão da CBOT apoia estratégias de estocagem. Considere vendas futuras incrementais nos slots de 2026–27 em momentos de força, especialmente se o clima permanecer favorável.

3‑Day Price Direction (EUR, indicative)

  • Soja em grão CBOT (vencimento próximo, equivalente em EUR): Lateral a ligeiramente firme, acompanhando o suporte do farelo e basis estável.
  • Óleo de soja CBOT (vencimento próximo, equivalente em EUR): Viés levemente baixista, à medida que o mercado precifica oferta confortável de óleos vegetais.
  • Farelo de soja CBOT (vencimento próximo, equivalente em EUR): Viés levemente altista, sustentado por demanda de ração resiliente.
  • Soja física UA/US/IN/CN (em EUR): Amplamente estável, com movimentos guiados por basis devendo permanecer modestos no curtíssimo prazo.
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