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Sugar Cane Market: Fuel Costs Rise While Cane Supply Faces New Constraints

Sugar Cane Market: Fuel Costs Rise While Cane Supply Faces New Constraints

CMB
Redacção CMB News
Editorial Desk

Concise July 2026 sugar cane market analysis: higher diesel costs, mixed Brazil cane outlook, India’s export ban and short-term price risks in EUR.

Mercados de energia mais fortes e restrições de exportação orientadas por políticas estão a apertar o quadro de custos e oferta para a cana‑de‑açúcar, sustentando uma inclinação de preços de curto prazo moderadamente altista em termos de EUR. A cadeia do açúcar entra no início do 3T 2026 com uma recuperação notável nos custos de combustível e sinais mistos de oferta. Os futuros de gasóleo de baixo teor de enxofre da ICE para 2026 na parte curta da curva subiram cerca de 2–3% nos contratos da frente em 6 de julho, mantendo os valores do diesel elevados ao longo da curva até 2030 e aumentando os custos de produção e logística da cana. Ao mesmo tempo, a área de cana 2026/27 do Centro‑Sul do Brasil se expandiu, mas dados recentes apontam para uma moagem e uma produção de açúcar mais fracas, enquanto a contínua proibição de exportações da Índia e as cotas rígidas de liberação continuam a retirar um fornecedor-chave do balanço global de exportações. Em conjunto, esses fatores sustentam os preços do açúcar refinado em EUR, mesmo com os futuros permanecendo abaixo dos picos do ano passado.

Prices

O gasóleo de baixo teor de enxofre da ICE (um importante referencial de diesel para custos agrícolas e de transporte) mostra um contango acentuado, mas gradualmente em achatamento. O contrato Jul‑26 fechou em cerca de USD 971/t em 6 de julho, alta de 2,8% no dia, com valores caindo ao longo da curva para aproximadamente USD 681–690/t no fim de 2030 e início de 2031. Isto confirma uma base estruturalmente mais elevada de custos de combustível para produtores de cana e usinas nas próximas safras em comparação aos níveis pré‑2022.

O açúcar refinado brasileiro ICUMSA 45 FOB São Paulo tem sido recentemente negociado em torno de EUR 0,53/kg, ligeiramente acima dos níveis de meados de outubro, perto de EUR 0,51–0,52/kg após conversão de USD, o que indica uma leve tendência de alta, mas não um pico de preços. Os futuros de açúcar bruto ICE No.11 permanecem em uma faixa intermediária: os fechamentos do fim de junho em torno de 13,8–14,0 US‑ct/lb (≈EUR 305–315/t) sugerem que o mercado corrigiu em relação às máximas anteriores, mas ainda é sustentado por preocupações com a oferta. 

BASIC
Tabela de dados de mercado
Schwarzer Pfeffer6.850 €/t+2,3 %
Koriander1.240 €/t−0,8 %
Kreuzkümmel2.100 €/t+1,5 %
Zimt (Cassia)8.900 €/t+0,4 %
Kurkuma3.200 €/t−1,2 %
Kardamom grün18.500 €/t+3,1 %
Ingwer (getr.)1.850 €/t+0,9 %
Chili (getr.)2.750 €/t−0,5 %
Schwarzer Pfeffer6.850 €/t+2,3 %
Koriander1.240 €/t−0,8 %
Kreuzkümmel2.100 €/t+1,5 %
Zimt (Cassia)8.900 €/t+0,4 %
Kurkuma3.200 €/t−1,2 %
Kardamom grün18.500 €/t+3,1 %
Ingwer (getr.)1.850 €/t+0,9 %
Chili (getr.)2.750 €/t−0,5 %
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Supply & Demand

O Brasil continua a ser o fornecedor de cana decisivo. O monitoramento oficial para a safra 2026/27 mostra a área colhível de cana no Centro‑Sul em alta de cerca de 3% ano a ano, para pouco mais de 9,1 milhões de hectares, proporcionando crescimento da capacidade produtiva. No entanto, dados de meados de junho do ministério da agricultura do Brasil e relatórios da indústria indicam que a moagem de cana no Centro‑Sul caiu recentemente cerca de 13% na comparação anual, com a produção de açúcar no mesmo período recuando para aproximadamente 2,2 milhões de toneladas, ressaltando limitações climáticas e operacionais. 

Na Índia, o quadro de exportação é mais claramente restritivo. O governo manteve uma proibição de facto sobre a maior parte das exportações de açúcar, confirmada por notas de política recentes e comentários de mercado, ao mesmo tempo que ajusta as cotas mensais de liberação doméstica para estabilizar os preços internos.  Isto retira um volume significativo do mercado mundial num momento em que riscos climáticos ligados às transições persistentes de El Niño/La Niña ainda pairam sobre os rendimentos de cana na Ásia. O crescimento da demanda por açúcar refinado permanece modesto, mas estável, com o uso industrial em bebidas e alimentos processados liderando o consumo.

Weather & Energy Link

O clima recente no Brasil tem sido misto: regiões do Centro‑Sul registraram bolsões de chuva excessiva que desaceleraram temporariamente as operações de campo, contribuindo para os números mais fracos de moagem, enquanto as previsões para as próximas semanas indicam condições mais sazonais e secas, que devem permitir a recuperação da colheita. Na Índia e em partes da Tailândia, o desempenho da monção continua a ser um fator-chave de oscilação para os rendimentos de cana no fim de 2026; previsões para o início da temporada apontam para chuvas próximas da normalidade, mas com volatilidade elevada.

O contexto firme de energia é igualmente importante. A curva ascendente do diesel até 2030–2032 implica custos persistentemente mais altos de colheita, irrigação e transporte para a cana e o açúcar. Este elemento de pressão de custos, combinado com a concorrência potencial do etanol quando os preços do petróleo bruto estão fortes, tende a definir um piso mais elevado para os preços da cana e do açúcar em EUR, mesmo que superávits globais surjam em uma determinada safra.

Fundamentals & Policy Drivers

  • Higher production costs: A curva a termo do gasóleo da ICE mostra apenas um alívio gradual dos preços, de quase USD 1.000/t em meados de 2026 para cerca de USD 680–700/t em 2030–31, consolidando custos de diesel estruturalmente mais altos para a colheita mecanizada de cana e a logística rodoviária/portuária.
  • Brazil cane balance: A expansão da área sustenta a oferta de médio prazo, mas a recente queda de 13% na moagem e o recuo na produção de açúcar ressaltam a vulnerabilidade a condições climáticas adversas e gargalos operacionais. 
  • India export ban: A proibição de exportações da Índia e as cotas mensais rígidas de liberação deslocam mais demanda para o Brasil e outros exportadores, sustentando o mercado de açúcar branco apesar do crescimento apenas moderado da demanda global. 
  • Ethanol competition: Tanto no Brasil como na Índia, os mandatos de etanol orientados por políticas continuam a competir por cana e melaço, criando um risco altista para os preços do açúcar caso os mercados de energia se fortaleçam ainda mais.

Short-Term Outlook & Trading Ideas

Nas próximas semanas, a combinação de preços elevados de diesel, exportações indianas contidas e moagem brasileira afetada pelo clima sugere um viés moderadamente altista a lateral para os valores da cana‑de‑açúcar e do açúcar refinado em EUR. Qualquer confirmação de melhoria das condições de campo no Brasil e de uma moagem mais forte pode limitar novas altas, mas a correção baixista parece limitada enquanto a Índia permanecer, na prática, ausente dos mercados de exportação.

  • End-users (food & beverage, refineries): Considerar estender de forma moderada a cobertura física de açúcar para o fim de 2026–início de 2027 enquanto os preços em EUR permanecem apenas moderadamente acima dos níveis de 2024, especialmente onde os adicionais de diesel em contratos de frete estão subindo.
  • Producers (mills, growers): Utilizar os níveis atuais dos futuros de açúcar branco e bruto na ICE para travar margens quando os custos de diesel, fertilizantes e mão de obra já estiverem protegidos; a curva acentuada de combustível favorece a fixação de preços de venda a termo em vez de aguardar um forte rali.
  • Traders: Focar nos spreads entre o açúcar refinado FOB Brasil e os futuros da ICE; com os futuros de açúcar branco relativamente flat ao longo da curva e o diesel em contango, os prêmios físicos de curto prazo podem permanecer firmes quando a logística apertar.

3-Day Directional View (EUR Basis)

  • ICE No.11 raw sugar (converted to EUR): Ligeiramente mais firme a lateral, sustentado pela postura de política da Índia e pelos dados de moagem do Brasil.
  • ICE No.5 white sugar: Viés levemente altista em torno dos níveis atuais equivalentes em EUR, com o potencial de alta limitado pelas expectativas de melhor clima no Brasil.
  • Brazil FOB refined sugar (São Paulo): Estável a ligeiramente mais alto em EUR/t, à medida que custos mais fortes de diesel e frete são repassados para as ofertas de exportação.
BASIC
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