Os futuros de açúcar bruto da ICE para proximidade recuaram modestamente, mas a curva futura permanece relativamente firme, sinalizando um mercado que está se corrigindo em relação às altas anteriores, ao invés de se tornar claramente baixista. Os preços físicos do açúcar refinado no Brasil permanecem elevados em termos de EUR, enfatizando a tensão nas origens-chave, apesar das cotações mais baixas em Nova York.
Os preços do açúcar estão atualmente se consolidando após recentes quedas, com o contrato do ICE No.11 para maio de 2026 fechando a cerca de 15,76 USc/lb em 27 de março de 2026, uma queda de 0,11 centavos no dia. A curva está levemente inclinada para cima até 2027–2028, refletindo preocupações contínuas sobre a alocação da cana brasileira entre açúcar e etanol, além de riscos relacionados ao clima. No mercado físico, o açúcar refinado brasileiro (ICUMSA 45, FOB São Paulo) manteve-se em torno de 0,53 EUR/kg no final de 2024, apenas ligeiramente abaixo das suas altas, sugerindo que a demanda dos usuários finais e as restrições logísticas ainda estão sustentando os preços.
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Sugar refined
ICUMSA 45
FOB 0.53 €/kg
(from BR)
📈 Preços & Estrutura da Curva
Os futuros de açúcar No.11 da ICE em 27 de março de 2026 mostram uma estrutura ligeiramente mais fraca na proximidade, mas contratos diferidos resilientes. Maio de 2026 fechou a 15,76 USc/lb, julho de 2026 a 15,96 USc/lb e outubro de 2026 a 16,31 USc/lb, todos apresentando pequenas perdas diárias de 0,04–0,11 centavos. Mais à frente, março de 2027 negociou perto de 16,94 USc/lb, com março de 2028 acima de 17,00 USc/lb, indicando um leve carry e um mercado que ainda precifica uma tensão estrutural em vez de superávit.
Convertido para termos de EUR, a faixa de maio a julho de 2026 corresponde aproximadamente a 0,34–0,36 EUR/kg para açúcar bruto, enquanto os valores diferidos de 2027–2028 se aproximam de 0,37 EUR/kg, assumindo os níveis atuais de câmbio. A leve inclinação ascendente da curva sugere que os traders esperam apenas uma normalização gradual dos balanços globais e permanecem cautelosos em relação aos riscos de oferta nas principais regiões de cana.
| Contrato | Liquidação (USc/lb) | Preço Aproximado (EUR/kg) | Variação Diária (USc/lb) |
|---|---|---|---|
| Maio 2026 | 15.76 | ≈0.35 | -0.11 |
| Julho 2026 | 15.96 | ≈0.35 | -0.07 |
| Outubro 2026 | 16.31 | ≈0.36 | -0.04 |
| Março 2027 | 16.94 | ≈0.37 | -0.02 |
| Março 2028 | 17.05 | ≈0.37 | +0.03 |
🌍 Forças de Oferta & Demanda
A ligeira suavização na parte frontal da curva aponta para expectativas de melhor disponibilidade a curto prazo, particularmente da nova safra de cana do Centro-Sul do Brasil. No entanto, a resiliência dos contratos de 2027–2028 implica que o mercado continua cauteloso em relação aos rendimentos de cana a longo prazo, possíveis flutuações na demanda de etanol e ações políticas que afetem a precificação de combustíveis. Qualquer puxada mais forte do etanol poderia limitar a produção de açúcar e oferecer um novo suporte aos futuros.
No lado da demanda, os preços do açúcar refinado no Brasil permaneceram altos em termos de EUR, com o ICUMSA 45 FOB São Paulo reportado próximo de 0,53 EUR/kg no final de outubro de 2024, um aumento em relação a cerca de 0,51–0,52 EUR/kg no início do mês. Isso sugere que a demanda de importação em regiões-chave e os gargalos de frete ainda estão limitando a queda nas cotações de exportação, mesmo com os futuros brutos suavizando ligeiramente.
📊 Fundamentos & Perspectivas Meteorológicas
Fundamentalmente, o leve carry de 2026 para 2028 reflete expectativas de apenas uma reconstrução moderada dos estoques globais. A recente ação de preços – pequenas perdas diárias em contratos próximos e meses diferidos um pouco mais firmes – é consistente com fundos cortando a exposição longa, enquanto o interesse em hedging comercial permanece ativo mais longe na curva. O padrão de interesse em aberto e volumes nos contratos de maio e julho de 2026 sublinham forte liquidez em torno desses prazos de hedging.
O clima nas principais regiões produtoras de cana continuará sendo um fator crucial. Os participantes do mercado estão monitorando de perto os padrões de precipitação e temperatura no Centro-Sul do Brasil, bem como na Ásia, onde qualquer desvio das chuvas normais de monção ou da estação seca pode rapidamente alterar as expectativas de rendimento. Por enquanto, a curva de futuros sugere que o mercado não está precificando nem um choque climático severo nem um superávit abundante, mas um cenário cuidadosamente equilibrado.
📆 Perspectiva de Negociação (Próximos 1–3 Meses)
- Processadores e usuários industriais: considerem adicionar cobertura nas quedas de preço na janela de maio a julho de 2026, onde a fraqueza modesta contrasta com os valores de exportação refinados ainda firmes em EUR.
- Produtores: os níveis relativamente elevados de março de 2027 a março de 2028 oferecem uma oportunidade para estender hedges futuros, protegendo margens contra uma potencial normalização de preços se as safras forem boas.
- Traders especulativos: a curva levemente inclinada para cima e a volatilidade modesta sugerem um ambiente de negociação em intervalo; fiquem atentos a rompimentos impulsionados pelo clima e mudanças na política de etanol como gatilhos para movimentos direcionais.
📉 Visão Direcional de 3 Dias
- ICE No.11 Maio 2026: Ligeiramente baixista a lateral em termos de EUR, com vendas de seguimento limitadas esperadas a menos que novas notícias de oferta baixista surjam.
- Contratos de curva média de 2027: Estáveis a levemente firmes, apoiados pela demanda de hedging em andamento e preocupações persistentes com a tensão estrutural.
- Indicações de exportação refinada brasileira (FOB São Paulo): Esperadas amplamente estáveis em EUR, com frete e câmbio provavelmente conduzindo ajustes de curto prazo mais do que os futuros brutos.






