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Açúcar ICE No. 11 cede, mas curva a termo permanece firme

Açúcar ICE No. 11 cede, mas curva a termo permanece firme

CMB
Redacção CMB News
Editorial Desk

Futuros de açúcar ICE No.11 recuam ligeiramente, mas a curva 2026–2029 segue firme, com a Índia restringindo exportações e o clima no Brasil permanecendo amplamente favorável.

Os futuros de açúcar ICE No.11, à vista e a termo, recuaram ligeiramente em 7 de julho de 2026, mas a curva total de 2026 a 2029 permanece levemente inclinada para cima, sinalizando um equilíbrio de médio prazo ainda firme, e não um mercado em retração. Após a alta do início de maio, o mercado de açúcar está agora em fase de consolidação em níveis moderadamente mais baixos, enquanto mantém a maior parte dos ganhos anteriores. Os contratos mais próximos caíram cerca de 0,2–0,5% em 7 de julho, com a maior liquidez em outubro de 2026 e março de 2027. Em segundo plano, as restrições de exportação da Índia, os preços FOB estáveis do açúcar refinado do Brasil e uma perspectiva climática relativamente estável no Centro‑Sul brasileiro em conjunto limitam a pressão baixista, mesmo que mercados de energia mais fracos reduzam o impulso imediato vindo do etanol. No geral, o tom é levemente corretivo no curtíssimo prazo, mas estruturalmente sustentado por um balanço mais apertado em 2026/27.

Prices

O quadro de contratos de açúcar ICE No.11 em 7 de julho de 2026 fechou ligeiramente em baixa ao longo de toda a curva. O contrato outubro 2026 à frente encerrou a 15,14 US‑ct/lb (−0,08 ct, −0,53% d/d), enquanto março 2027 terminou a 16,06 US‑ct/lb (−0,05 ct, −0,31%). Contratos mais longos até maio de 2029 registraram quedas diárias igualmente pequenas, de 0,02–0,06 ct/lb, com volume total em torno de 133.500 lotes concentrados no trecho mais próximo de 2026–2027.

Convertendo os contratos ativos de 2026 para uma base aproximada em EUR, os níveis atuais em torno de 15,1–16,1 US‑ct/lb correspondem a cerca de EUR 0,33–0,36/kg, assumindo uma faixa de câmbio padrão e custos típicos de conversão de bruto para branco. Isso é amplamente consistente com as ofertas recentes de açúcar refinado brasileiro ICUMSA 45 ex‑São Paulo, onde preços FOB em torno de EUR 0,53/kg no fim de outubro de 2024 marcaram uma tendência de alta modesta em relação aos níveis de meados do mês.

BASIC
Tabela de dados de mercado
Schwarzer Pfeffer6.850 €/t+2,3 %
Koriander1.240 €/t−0,8 %
Kreuzkümmel2.100 €/t+1,5 %
Zimt (Cassia)8.900 €/t+0,4 %
Kurkuma3.200 €/t−1,2 %
Kardamom grün18.500 €/t+3,1 %
Ingwer (getr.)1.850 €/t+0,9 %
Chili (getr.)2.750 €/t−0,5 %
Schwarzer Pfeffer6.850 €/t+2,3 %
Koriander1.240 €/t−0,8 %
Kreuzkümmel2.100 €/t+1,5 %
Zimt (Cassia)8.900 €/t+0,4 %
Kurkuma3.200 €/t−1,2 %
Kardamom grün18.500 €/t+3,1 %
Ingwer (getr.)1.850 €/t+0,9 %
Chili (getr.)2.750 €/t−0,5 %
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Supply & Demand

Do lado da oferta, a Índia continua gerindo de forma rígida a disponibilidade doméstica. Comunicados oficiais recentes confirmam que Nova Délhi manteve a cota de liberação doméstica de julho de 2026 amplamente inalterada em relação ao ano anterior, mesmo com a alta gradual dos preços locais, e já impôs amplas proibições de exportação de açúcar para a safra 2025/26 a fim de priorizar estoques internos e a mistura de etanol.  Isso efetivamente retira a Índia, por ora, do papel de exportador flexível, deslocando mais interesse de compra para o Brasil e a Tailândia.

A moagem 2025/26 da Tailândia tem sido razoavelmente sólida, com mais de 100 milhões de toneladas de cana processadas e uma redução acentuada na queima pré‑colheita, o que sustenta tanto os volumes quanto a qualidade.  O Brasil permanece como o fornecedor central; embora os futuros globais de açúcar tenham recuado para cerca de 14,8–15,2 US‑ct/lb nas últimas sessões, isso ainda representa alta de quase 8% no último mês, sugerindo que a produção e os fluxos de exportação recentes são adequados, mas não abundantes. 

Weather & Ethanol Link

O clima na região canavieira do Centro‑Sul do Brasil, na semana de 6 a 13 de julho de 2026, está previsto como predominantemente seco para a estação, com apenas chuvas isoladas e temperaturas próximas da normalidade, condições que favorecem a continuidade da colheita e moagem, em vez de adicionar novo risco climático.  Enquanto isso, preços globais mais fracos do petróleo no início de julho reduzem o incentivo imediato para desviar cana adicional para etanol, aliviando marginalmente as preocupações sobre competição de oferta entre usos para combustível e alimentação. 

No entanto, o forte impulso da política indiana em direção ao etanol, combinado com preocupações persistentes relacionadas ao El Niño, ainda é percebido como um fator estruturalmente altista para o balanço de açúcar no médio prazo, especialmente em 2026/27, mesmo que movimentos de curto prazo nos preços de energia limitem temporariamente as altas.

Fundamentals & Curve Structure

O quadro atual do ICE No.11 exibe uma inclinação moderadamente altista, de outubro de 2026 (15,14 US‑ct/lb) até março de 2029 (17,04 US‑ct/lb), com o trecho de 2027 concentrado em torno de 15,8–16,8 US‑ct/lb. Essa estrutura aponta para expectativas de fundamentos ligeiramente mais apertados e de custos marginais de produção mais altos ao longo do tempo, porém sem escassez acentuada no curto prazo.

Em comparação com o início de maio de 2026, quando o contrato julho 2026 chegou a negociar perto de 15,29 US‑ct/lb em uma alta sincronizada ao longo da curva, os preços corrigiram em certa medida, mas permanecem acima das mínimas do início do ano.  O fato de que os volumes em 7 de julho se concentraram nos contratos de 2026–2027 confirma que a descoberta de preços está focada na próxima temporada, em que a ausência da Índia nos mercados de exportação e o clima no Brasil continuam sendo fatores decisivos.

Trading Outlook

  • Curto prazo (próximos 3–5 pregões): Com os contratos frontais ligeiramente em baixa, mas ainda bem sustentados nas quedas, os preços tendem a se consolidar em uma faixa relativamente estreita, com risco moderado de baixa caso os mercados de energia permaneçam fracos e não surjam novas ameaças climáticas.
  • Produtores: Exportadores brasileiros e de outras origens podem considerar hedge incremental no trecho 2027–2029, onde a curva ainda oferece prêmio em relação aos meses mais próximos, mantendo flexibilidade para eventuais altas induzidas pelo clima.
  • Compradores: Usuários industriais com lacunas de cobertura para o 4T 2026–1T 2027 podem aproveitar a fraqueza moderada atual nos contratos de out 2026 e mar 2027 para assegurar volumes a termo parciais em base EUR.
  • Participantes especulativos: A estrutura levemente altista e os riscos de política na Índia desaconselham posições vendidas agressivas; estratégias de negociação em faixa em torno de níveis técnicos‑chave nos contratos frontais podem ser mais adequadas.

3‑Day Directional View (EUR Basis)

  • ICE No.11 Oct 2026: Lateral a ligeiramente em baixa em EUR, acompanhando 15,0–15,4 US‑ct/lb, com movimentos em EUR dominados pelo câmbio.
  • ICE No.11 Mar 2027: Estável a marginalmente mais firme em relação a out 2026, mantendo um pequeno prêmio de carry.
  • Trecho diferido 2028–2029: Estável a levemente mais alto; a baixa liquidez pode amplificar movimentos diante de qualquer mudança de sentimento, mas os fundamentos seguem de suporte.
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