Os futuros do açúcar No. 11 se recuperaram ao longo da curva de 2026–2029, com o contrato de julho de 2026 recuperando a faixa média de 14 centavos de dólar/lb e um modesto backwardation, apoiados por riscos climáticos no Brasil e pela incerteza contínua em torno das políticas de exportação e etanol da Índia.
A estrutura atual dos futuros sinaliza um mercado se afastando das mínimas recentes, mas ainda negociando próximo a um piso de médio prazo definido pela paridade do etanol brasileiro. Os contratos próximos aumentaram cerca de 2,2–2,3% dia a dia, e a força se estende gradualmente através das maturidades deferidas, indicando um sentimento em melhoria em vez de um pico de pânico. Ao mesmo tempo, extremos climáticos regionais no Brasil e exportações políticas gerenciadas da Índia mantêm um prêmio de risco, enquanto as ofertas físicas de açúcar refinado do Brasil permanecem relativamente estáveis em termos de euro, apontando para um tom de mercado cautelosamente firme, mas limitado.
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Sugar refined
ICUMSA 45
FOB 0.53 €/kg
(from BR)
📈 Preços & Estrutura da Curva
O contrato de julho de 2026 da ICE Açúcar No. 11 fechou em 14.95 centavos de dólar/lb em 1 de maio de 2026, alta de 0.34 centavos (+2.27%) em relação à sessão anterior, com uma alta de 15.01 e uma baixa de 14.42. Outubro de 2026 fechou a 15.39 (+2.21%), março de 2027 a 16.21 (+2.16%) e maio de 2027 a 16.00 (+2.19%). Mais adiante, março de 2028 negociou a 16.82 (+1.72%) e março de 2029 a 17.10 (+1.35%), confirmando uma curva futura em ligeira alta.
Convertendo o fechamento do contrato de julho de 2026 para EUR em cerca de EUR/USD 0.92 implica um nível indicativo de açúcar bruto em torno de 305–310 EUR/t, consistente com um mercado próximo a suporte de paridade de etanol no Brasil. Comentários recentes do mercado confirmam que toda a faixa de anúncios da ICE No. 11 de 2026 a 2029 ganhou aproximadamente 0.4–0.6 centavos/lb em um amplo rali no final de abril, sublinhando um fortalecimento sincronizado em todas as maturidades.
| Contrato | Fechamento (centavos de dólar/lb) | Variação (centavos de dólar) | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Jul 2026 | 14.95 | +0.34 | +2.27% |
| Out 2026 | 15.39 | +0.34 | +2.21% |
| Mar 2027 | 16.21 | +0.35 | +2.16% |
| Mai 2027 | 16.00 | +0.35 | +2.19% |
| Mar 2028 | 16.82 | +0.29 | +1.72% |
| Mar 2029 | 17.10 | +0.23 | +1.35% |
🌍 Fatores de Oferta & Demanda
No Brasil, chuvas intensas e alertas de tempestade foram relatados em regiões agrícolas chave no início de maio, particularmente no Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina), ameaçando a logística da colheita e o trabalho de campo, enquanto partes do Nordeste enfrentam calor e tempestades isoladas.Ao olhar para meados de maio, as previsões sinalizam um contraste extremo com uma cúpula de calor até 10 °C acima da média sobre o centro-oeste do Brasil e chuvas acima do normal e condições mais frescas no Sul, destacando a volatilidade climática contínua na principal cintura de cana.
A política indiana continua a gerenciar fluxos de exportação de forma restrita. Nova Délhi alocou uma cota de exportação controlada de 15 LMT para a temporada 2025/26 e tem realocado volumes entre usinas, sinalizando sua intenção de priorizar a disponibilidade doméstica e a mistura de etanol em vez de exportações não controladas. Ao mesmo tempo, o governo retomou ou permitiu exportações direcionadas sob arranjos bilaterais (por exemplo, compromissos de fornecimento para Maldivas), mostrando que alguns fluxos por via marítima persistirão, mas permanecerão orientados por políticas em vez de serem orientados pelo mercado.
No lado do consumo, a demanda doméstica em mercados emergentes chave suavizou-se um pouco devido a ventos contrários macroeconômicos e tensões geopolíticas, o que pode deixar um pouco mais de açúcar disponível para exportação em 2026/27. No entanto, esses volumes incrementais são compensados pela pressão dos programas de etanol no Brasil e na Índia, que continuam a desviar cana e melaço para biocombustíveis, mantendo um teto estrutural na oferta exportável.
📊 Fundamentos & Mercado Físico
A estrutura atual de preços futuros mostra um contango modesto de meados de 2026 até 2029, consistente com um mercado que não está mais em escassez aguda, mas ainda requer um prêmio de risco climático e político. Os fundos de dinheiro gerenciado supostamente têm uma posição líquida curta considerável em açúcar, deixando espaço para ralis de cobertura curta se as preocupações climáticas ou os principais títulos políticos se intensificarem.
No mercado físico, o açúcar refinado brasileiro (ICUMSA 45, FOB São Paulo) está indicado em cerca de 0.53 EUR/kg no final de outubro de 2024, alta em relação a cerca de 0.51–0.52 EUR/kg no início do mês, sugerindo um leve ajuste para cima, mas não um rali desenfreado. A combinação de ofertas físicas ligeiramente mais firmes e uma curva de futuros em recuperação sugere que os compradores estão gradualmente aceitando preços mais altos, mas permanecem sensíveis a novos picos.
A recente remoção do imposto de exportação sobre melaço na Índia, destinada a apoiar os setores de etanol e destilaria, reforça o vínculo estrutural entre o mercado de cana-de-açúcar e biocombustíveis, potencialmente apertando a disponibilidade de açúcar na margem se mais valor da cana for realizado por meio do etanol. A expansão contínua dos mandatos de etanol tanto no Brasil quanto na Índia, portanto, atua como um piso de médio prazo para os preços do açúcar bruto.
🌦 Perspectiva Climática para Regiões Chave da Cana
Para as próximas 1–2 semanas, a cintura de cana do Centro-Sul do Brasil enfrenta uma mistura de anomalias: calor acima da média no centro-oeste e partes de São Paulo, e condições mais úmidas e frescas no Sul. Rajadas curtas de chuvas intensas podem dificultar o ritmo da colheita e o transporte de cana, enquanto ondas de calor podem estressar a cana plantada tardiamente se a umidade for inadequada.
Na Índia, nenhuma perturbação climática aguda de curto prazo foi reportada, mas as preocupações voltadas para o futuro se concentram na distribuição do próximo monção e sua implicação para a colheita de 2026/27, com riscos de chuvas abaixo do normal ainda no radar em algumas previsões. Qualquer confirmação de um monção mais fraco apoiaria os preços ainda mais ao restringir a capacidade de exportação da Índia.
📆 Perspectiva de Negociação & Direção de 3 Dias
🎯 Principais Ideias de Negociação (Curto Prazo)
- Comprar quedas em contratos ICE No. 11 próximos (Jul/Out 2026) na faixa dos 14 centavos/lb, com um alvo próximo às máximas recentes em torno de 15.50, dada a preocupação climática de apoio no Brasil e as exportações controladas da Índia.
- Manter uma exposição moderadamente otimista nas maturidades de 2027–2028, à medida que o contango suave e o piso impulsionado por etanol argumentam contra um forte deslizamento estrutural, mas usar opções ou stops apertados devido à incerteza na demanda macroeconômica.
- Compradores físicos na Europa podem considerar aumentar a cobertura para o quarto trimestre de 2026–segundo trimestre de 2027 em correções de preço, uma vez que os valores atuais em euros permanecem mais próximos das médias de médio prazo do que dos picos recentes.
📉 Perspectiva Direcional de 3 Dias (Indicativa, em EUR)
- ICE No. 11 Jul 2026 (convertido para EUR/t): Tendência ligeiramente mais alta nos próximos 3 dias de negociação, com um intervalo provável de +1% a +3% em relação ao equivalente atual de ~305–310 EUR/t, impulsionado por manchetes climáticas brasileiras em andamento e ajustes de posição.
- Açúcar refinado brasileiro FOB São Paulo (EUR/kg): Ligeiramente estável a levemente mais firme, com um intervalo esperado em torno de 0.52–0.55 EUR/kg, à medida que o suporte dos futuros filtra gradualmente para as ofertas físicas, mas a demanda permanece sensível a preços.






