Os futuros de açúcar cru da ICE estão se valorizando levemente com uma curva a termo um pouco mais acentuada, sinalizando um mercado que está mudando de uma forte escassez para expectativas de oferta mais equilibradas, mas ainda sensíveis a riscos.
Os preços do açúcar cru ampliaram os ganhos recentes, com todos os contratos listados do ICE No.11 registrando aumentos diários em 24 de abril de 2026 e a curva se inclinando para cima até 2027–2029. Isso indica um mercado que não precifica mais uma escassez aguda no curto prazo, mas ainda atribui um prêmio a riscos de oferta de longo prazo relacionados ao clima, políticas de exportação e desenvolvimentos de área em origens chave de cana, como Brasil, Índia e Tailândia. As ofertas de açúcar refinado físico do Brasil confirmam um ambiente de preços firme, mas não explosivo, sustentado pela demanda resiliente de importação e vendas cautelosas dos produtores.
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Sugar refined
ICUMSA 45
FOB 0.53 €/kg
(from BR)
📈 Preços e Curva a Termo
O contrato de maio de 2026 do ICE No.11 fechou a 13,93 USc/lb em 24 de abril, alta de 2,37% no dia, com contratos sucessivos encerrando progressivamente mais altos até março de 2029 (16,35 USc/lb). O contrato próximo de julho de 2026 fechou a 14,11 USc/lb, outubro de 2026 a 14,51 e março de 2027 a 15,27, confirmando uma estrutura de prazo claramente ascendente.
Convertido para euros apenas para referência (assumindo 1 EUR ≈ 1,07 USD), isso coloca o açúcar cru de maio de 2026 em torno de 0,27–0,28 EUR/kg e março de 2029 perto de 0,32 EUR/kg. O açúcar refinado brasileiro (ICUMSA 45) FOB São Paulo foi indicado em torno de 0,53 EUR/kg no final de outubro de 2024, ligeiramente acima das ofertas anteriores em torno de 0,51–0,52 EUR/kg, sugerindo um mercado à vista firme, mas não parabólico para os brancos.
| Contrato | Liquidação (USc/lb) | Preço Aproximado (EUR/kg) | Variação Diária |
|---|---|---|---|
| Maio 2026 | 13,93 | ≈ 0,27 | +2,37% |
| Julho 2026 | 14,11 | ≈ 0,28 | +1,56% |
| Outubro 2026 | 14,51 | ≈ 0,29 | +1,38% |
| Março 2027 | 15,27 | ≈ 0,30 | +1,24% |
| Março 2029 | 16,35 | ≈ 0,32 | +0,55% |
🌍 Contexto de Oferta e Demanda
A curva levemente ascendente de meados de 2026 até 2029 sugere expectativas de disponibilidade adequada no curto prazo, mas preocupações persistentes em relação à oferta de longo prazo. Essas preocupações provavelmente refletem o risco climático em cinturões de cana importantes, a competição por terras com soja e milho no Brasil e incertezas em torno das políticas de exportação na Índia e Tailândia, que podem rapidamente restringir a disponibilidade global.
Ao mesmo tempo, o açúcar refinado FOB Brasil mantendo-se acima de 0,50 EUR/kg indica uma demanda de importação constante e suporte de custo provenientes do frete e energia. As estratégias de moagem de cana no Brasil—particularmente a mistura de etanol versus açúcar—permanecem um fator de oscilação chave para a oferta de açúcares. Uma moagem mais pesada em açúcar aliviaria os saldos próximos, enquanto qualquer mudança de volta para o etanol poderia sustentar a parte frontal da curva.
📊 Fundamentos e Monitoramento Climático
A estrutura de prazo atual, com cada contrato sucessivo postando ganhos diários menores, mas preços absolutos mais altos, é consistente com um mercado que ainda não está excessivamente apertado, mas está construindo um prêmio de risco para os anos seguintes. Isso pode refletir expectativas de apenas uma reconstrução moderada de estoques e a possibilidade de padrões mais voláteis de monções e La Niña/El Niño na Ásia e América Latina nas próximas temporadas.
Para os produtores de cana, os preços a termo ainda atraentes até 2027–2029 (acima de 15 USc/lb, ≈0,30–0,32 EUR/kg) oferecem oportunidades para garantir margens contra incertezas nos custos de insumos. Para refinadores e compradores industriais, a inclinação ascendente exige uma abordagem de hedge estruturada para evitar exposição excessiva a potenciais picos impulsionados por clima ou políticas mais adiante na década.
📆 Perspectivas de Negociação e Risco
- Produtores: Considere aumentar posições de hedge a termo em 2027–2029 onde as margens locais são positivas acima de ~0,30 EUR/kg, enquanto mantém algum potencial de alta por meio de opções em caso de condições climáticas adversas ou choques políticos.
- Importadores/Usuários: Utilize os níveis atuais próximos de ~0,27–0,28 EUR/kg para açúcares como uma oportunidade para garantir uma parte das necessidades de 2026–2027, escalonando a cobertura para se beneficiar de quaisquer correções temporárias.
- Traders: A curva acentuada, mas ordenada, favorece estratégias de valor relativo (por exemplo, spreads de calendário) em vez de apostas diretas, com atenção ao ritmo de moagem no Brasil e sinais de exportação da Ásia.
📉 Indicação de Preços de Curto Prazo (3 Dias)
- ICE No.11 (próximo maio–julho 2026): Tendência levemente ascendente em termos de EUR, com suporte de ganhos recentes e interesse físico robusto.
- Curva média (outubro 2026–março 2027): Espera-se que acompanhe dentro da faixa de prêmio atual em relação aos meses próximos, refletindo fundamentos cautelosos, mas equilibrados.
- Deferred (2028–2029): Provavelmente permanecerá bem demandado em relação aos meses iniciais, preservando a estrutura de contango enquanto os riscos climáticos e políticos permanecerem em foco.


