O mercado de soja da China é atualmente moldado por uma queda acentuada nas importações de março mês a mês após um fevereiro forte, mesmo enquanto os preços FOB domésticos em Pequim continuam a subir. O Brasil consolida seu papel como o principal fornecedor, enquanto os volumes dos EUA permanecem limitados por questões comerciais e os embarques da Argentina recuam com a exaustão da colheita antiga.
Os dados da alfândega da China para março de 2026 mostram importações de soja de 4,0192 milhões de toneladas, um aumento de 14,7% em relação ao ano anterior, mas uma queda de 32,7% em relação a fevereiro, destacando um aperto temporário na oferta próxima, apesar da demanda sazonal robusta. O Brasil continua sendo o maior fornecedor graças a uma colheita nova abundante e ao pico da temporada de exportação, enquanto as chegadas dos EUA crescem mês a mês, mas permanecem abaixo dos níveis do ano passado devido a tarifas e fricções comerciais. Ao mesmo tempo, as exportações da Argentina diminuem à medida que os estoques de colheita antiga se esgotam e a nova colheita ainda não está totalmente disponível, com o Canadá também fornecendo menos mês a mês. Nesse cenário, os preços spot domésticos na China têm avançado, sustentados por futuros internacionais firmes e uma demanda maior por óleo vegetal.
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📈 Preços & Spreads
Os preços FOB da soja doméstica em Pequim aumentaram modestamente ao longo de abril. As soja amarelas convencionais subiram de cerca de EUR 0,70/kg em meados de abril para cerca de EUR 0,74/kg até 30 de abril, enquanto as soja amarelas orgânicas aumentaram de aproximadamente EUR 0,79/kg para EUR 0,82/kg no mesmo período. Esse aumento contínuo reflete a disponibilidade de importações mais restrita e custos de reposição mais altos à medida que os futuros globais se encaminham para cima.
Os futuros de soja da CBOT tiveram uma leve tendência de alta nas últimas sessões, com o interesse aberto diminuindo gradualmente, indicando alguma cobertura de posições curtas e vendas limitadas. Juntamente com o fortalecimento do óleo de soja e a refeição comparativamente mais fraca, isso apóia as margens de esmagamento inclinadas mais para o valor do óleo, sustentando os preços da soja inteira.
| Origem / Tipo | Localização / Termo | Preço mais recente (EUR/kg) | Variação 1–2 semanas (EUR/kg) |
|---|---|---|---|
| China, amarelo, não-orgânico | Pequim FOB | 0.74 | +0.02 |
| China, amarelo, orgânico | Pequim FOB | 0.82 | +0.02 |
| Soja Nº 2 dos EUA | FOB EUA | 0.59 | ≈0.00 |
| Soja da Ucrânia | FOB Odesa | 0.33 | ≈0.00 |
🌍 Mudanças na Oferta & Demanda
Os dados da alfândega de março de 2026 destacam uma mudança complexa na estrutura de importação da China. As importações totais alcançaram 4,0192 milhões de toneladas, um aumento de 51,58 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, um aumento de 14,72%, mas foram 1,9567 milhões de toneladas inferiores a fevereiro, uma queda de 32,74% mês a mês. O crescimento ano a ano confirma uma demanda sólida subjacente dos setores de ração e esmagamento, enquanto a queda mensal acentuada sinaliza problemas de tempo e logística, em vez de uma desaceleração da demanda.
O Brasil forneceu 1,4041 milhões de toneladas em março, um robusto aumento de 47,65% em relação ao ano anterior, consolidando sua posição como a principal origem da China devido a uma colheita abundante e ao pico da temporada de exportação. Os Estados Unidos enviaram 1,8466 milhões de toneladas, um aumento de 27,29% em relação a fevereiro, mas ainda 24,20% abaixo dos níveis de março de 2025, refletindo que as fricções políticas e tarifárias continuam a limitar a participação de mercado dos EUA. O volume da Argentina caiu para 0,4014 milhões de toneladas, uma queda de 74,87% mês a mês, à medida que os estoques da colheita antiga foram esgotados e a nova colheita ainda não estava totalmente comercializada, enquanto os 0,2475 milhões de toneladas do Canadá representaram uma redução mensal de 49,95% em meio ao ritmo de fornecimento e mudanças nas preferências dos compradores.
Dados externos corroboram que as importações de março da China, embora mais altas em relação ao ano anterior, vieram muito abaixo das expectativas anteriores do mercado devido a atrasos nos embarques brasileiros e inspeções mais rigorosas. Ao longo da janela de comercialização de outubro a março, os suprimentos brasileiros e argentinos para a China aumentaram significativamente, enquanto as exportações dos EUA perderam uma parte substancial, sublinhando uma reorientação estrutural no padrão de busca da China em direção à América do Sul.
📊 Fundamentos & Clima
No lado da oferta, o Brasil está completando uma colheita recorde de soja estimada entre 178–179 milhões de toneladas, assegurando uma disponibilidade abundante de exportação para os próximos meses e limitando a alta dos preços internacionais de referência. No entanto, março viu uma queda de 18% na velocidade de exportação do Brasil em relação ao ano anterior devido a gargalos logísticos e fitossanitários, o que contribuiu para as chegadas mais fracas do que o esperado em março e para o atual aperto temporário na oferta próxima na China.
Para o próprio nordeste produtor de soja da China (Heilongjiang, Jilin, Liaoning), as previsões para o início de maio indicam temperaturas sazonalmente frescas a amenas com chuvas esparsas, amplamente favoráveis ao progresso do plantio da primavera, sem sinais de estresse significativo no curto prazo. (Inferência baseada em previsões regionais atuais.) No lado da demanda, as margens de esmagamento se beneficiam de preços de óleo vegetal relativamente mais fortes em comparação com a refeição, à medida que comentários recentes do mercado destacam a firmeza liderada pelo óleo e a refeição mais fraca, apontando para um apoio contínuo da demanda de biodiesel e óleo comestível.
📆 Perspectivas de Mercado (Próximas Semanas)
- Curto prazo (próximas 2–4 semanas): Os preços spot chineses devem permanecer levemente firmes ou laterais, já que a desaceleração das importações de março aperta a disponibilidade próxima, mesmo enquanto o grande fornecimento brasileiro se aproxima ao fundo.
- Médio prazo (final do 2º trimestre de 2026): À medida que os embarques brasileiros atrasados limpam a alfândega e os grãos da nova colheita da Argentina chegam ao mercado, o fluxo de importação da China deve se recuperar, aliviando a rigidez doméstica e limitando novos aumentos de preços.
- Riscos: Qualquer perturbação logística renovada no Brasil, escalada nas fricções comerciais entre China e EUA ou condições climáticas adversas no nordeste da China poderiam elevar temporariamente os preços além dos fundamentos atuais.
🧭 Recomendações de Comércio
- Importadores / Esmagadores (China): Considere garantir uma parte das necessidades do 3º trimestre em quedas de preços, mas evite cobertura excessiva dada a considerável oferta sul-americana e a perspectiva de exportações brasileiras mais suaves mais tarde no trimestre.
- Produtores (América do Sul & EUA): Utilize a firmeza atual para garantir vendas em alta, especialmente onde a capacidade logística está assegurada, enquanto mantém alguma exposição ao potencial aumento ligado a possíveis distúrbios climáticos ou de frete.
- Especuladores: Favorizar estratégias de negociação em faixa em soja com uma leve tendência de alta no muito curto prazo, enquanto expressam opiniões mais fortes por meio de spreads (ex: longo em óleo/comprado em refeição) onde os fundamentos são mais claros.
📍 Indicação de Preço Regional de 3 Dias (Direcional)
- China (Pequim FOB, convencional e orgânico): Tendência levemente firme; os preços provavelmente permanecerão próximos a EUR 0,74–0,75/kg (convencional) e EUR 0,82–0,83/kg (orgânico) com pouca alta pendente de recuperação visível nas importações.
- Soja da CBOT: Leve tendência de alta a lateral à medida que a recente cobertura de posições curtas e a força do óleo compensam o conforto global da oferta.
- Mar Negro (FOB Odesa): Amplamente estável em níveis recentes próximos a EUR 0,33/kg, com a geopolítica regional e o frete sendo as principais fontes de volatilidade, em vez dos fundamentos.






